domingo, abril 24, 2011

Novo disco Stealing Orchestra, 7 anos depois

Stealing Orchestra – O regresso

Deliverance (You Are Not Stealing Records, 2011)



Após sete anos, os Stealing Orchestra ganham nova vida e anunciam o seu regresso aos discos. “Deliverance” contém 9 faixas inéditas e é o terceiro longa-duração da banda, que assinala também o 10º aniversário da netlabel You Are Not Stealing Records. Com a participação de Rodrigo Leão, Ana Deus e João Filipe (Sektor 304), o novo disco pode ser encontrado em formato digital em qualquer loja iTunes ou Amazon e em CD em algumas lojas da especialidade. O grafismo da capa e do livreto ficaram a cargo de Armando Brás (colaborador e amigo de longa data da banda) e de André Coelho (também dos Sektor 304), e o resultado é um trabalho que espelha na perfeição o imaginário explorado pelos Stealing Orchestra.

O último registo da banda oriunda do Porto (o EP “Bu”) datava de 2004 e, desde então, os músicos dedicaram-se a vários projectos paralelos: X-Wife, Genocide, Motornoise, G.G. Allin’s Dick, Três Tristes Tigres, Mécanosphère, Dr. Phibes & The Ten Plagues of Egypt, F.R.I.C.S., Two White Monsters Around a Table, entre muitos, muitos outros.

Esta “libertação” é o corolário de vários anos de destilação de ideias, composições, pesquisa de sons e gravações. Ao contrário dos álbuns anteriores, onde a manipulação e colagem de sons assumia um papel fundamental, “Deliverance” celebra uma nova atitude da banda, que aposta num processo criativo que envolve os vários elementos, e onde já é impossível a distinção entre o que é “sample” e o que são instrumentos reais. O resultado é, assim, uma composição mais orgânica e fluida, que deve ser ouvida como um todo: o drama em “Evitando o Cinismo”; a perda em “Enquanto há memória”; a beleza agreste de Trás-os-Montes em “Um Reino Maravilhoso”; a violência incontida de um povo adormecido que se revolta em “A Glorious Moment of Popular Catarsis & Revenge”; a esperança em “Earth Provides Enough to Satisfy Every Man’s Need”. Na última música, “Getting Him Out of Creation”, ouvimos um excerto
de uma entrevista ao filósofo Colin McGinn, no programa “The Atheism Tapes” (BBC, 2004). De seguida, voltamos ao começo de tudo: às explosões, aos trovões, ao violento nascimento da Terra, e aos primeiros sons de água e da vida, terminando no Homem, na máquina, e no caos. Os Stealing Orchestra sugerem-nos, assim, que nos libertemos da criação e vejamos um Mundo que nasceu por si, e não por Ele.

É um disco profundamente emocional, indiossincrático e cheio de fé (mas sempre sem Ele por perto, claro...), que merece ser descoberto e redescoberto a cada audição.
É, no fundo, um disco feito com amor, sem pedir licença e sem qualquer receio em apontar novas direcções, onde podemos ouvir tudo aquilo que já ouvimos em qualquer outro lado, mas de forma totalmente diferente. “Deliverance” nunca será Música do Mundo, mas não tem receio de assumir que é música de todo o Mundo, sempre fiel às suas raízes.

Com 13 anos de existência, os Stealing Orchestra editaram a primeira maqueta em 1998 (“Postcard People”), que lhes valeu a atenção da crítica especializada e seis prémios na edição desse ano dos extintos Prémios Maquete. Dois anos volvidos lançam “Stereogamy” (NorteSul/EMI-VC), o álbum de estreia, onde assumem claramente o seu fascínio pelo cinema, pela manipulação e colagens de sons, bandas sonoras de jogos de computador e maquinaria obsoleta capaz de produzir os sons mais improváveis.

Em 2001, “É Português? Não Gosto” inaugura uma nova fase na carreira da banda. Lançado pela recém-formada “netlabel” YANSR, este EP desafia os meios tradicionais de edição e brinca com os preconceitos em relação “ao que é nosso” - o título fala por si. Aliás, os títulos das músicas sempre foram uma imagem de marca da banda, que aproveita, também aqui, para fazer crítica social digna de uma tragicomédia (“El Torero Corneado en el Culo”, “Tetris (Beware Boy, Videogames Are Evil)”, “Que Deus te dê o dobro de tudo o que nos desejares” ou “The Darkside of a Transvesti”).

O último longa-duração da banda antes da hibernação, “The Incredible Shrinking Band” (Zounds/Sabotage), leva ainda mais longe estes seus universos, e continua a celebrar a música enquanto arma de arremesso. A crítica é unânime e a banda atinge o estatuto de banda de culto. Um ano depois, editam, quase em simultâneo, “The Haunted and Almost Lost Songs 97-98” – um conjunto de músicas gravadas naqueles anos e que nunca tinham visto a luz do dia – e “Bu!”, um exorcismo em formato EP das nossas paranóias, medos, ansiedades e exaltações.

Comprar em CD:
http://www.louielouie.biz/index.php?pid=8&aid=105355

Comprar em MP3:
http://itunes.apple.com/pt/album/deliverance/id427240473
http://www.amazon.co.uk/gp/product/B004SRLLZY/ref=dm_sp_alb?ie=UTF8&qid=1301498699&sr=8-1


Download da capa (baixa resolução):
http://youarenotstealingrecords.blogspot.com/


Mais informações:
stealingorchestra@yahoo.com
Fim da mensagem

Antes e depois




Antes e depois desta mulher Afegã ter sido agredida pelo marido.
Ainda bem que conseguiram recontruir o rosto!
Ele era tão bom rapaz...

sexta-feira, abril 01, 2011

Curso de Aperfeiçoamento Musical

A Escola de Música do Orfeão de Leiria (EMOL) vai reunir, pelo segundo ano consecutivo, jovens instrumentistas de todo o país para aperfeiçoarem as suas técnicas de sopros e percussão. O Curso de Aperfeiçoamento Musical de Sopros e Percussão, que está integrado nas actividades das férias da Páscoa do Orfeão de Leiria, para crianças e jovens, decorrerá entre 11 e 15 de Abril, e incluirá diversas master classes, momentos de aprendizagem proporcionados por professores do Orfeão de Leiria Conservatório de Artes (OL CA), um Ateliê de Stretching e um concerto final.



As informações sobre o Curso de Aperfeiçoamento Musical de Sopros e Percussão estão disponíveis no Orfeão de Leiria Conservatório de Artes, situado na Avenida 25 de Abril, em Leiria, no website www.orfeaodeleiria.com, ou através do e-mail geral@orfeaodeleiria.com.

Cosie Cherry ao vivo

Dia 1 de Abril, 6a feira, pelas 22:00h os Cosie Cherie tocam na sala Arte
à Parte em Coimbra e dia 14 de Abril, pelas 21:30h, no TCCafé, Teatro-Cine
de Torres Vedras

Esta 6a feira, dia 1 de Abril, os Cosie Cherie estarão na Sala Arte à
Parte em Coimbra, pelas 22:00h, para dar início a mais uma edição do
Festival Santos da Casa. Integrado nas comemorações do 25º aniversário da
RUC, o festival é organizado pelo mais antigo programa de rádio
inteiramente dedicado à divulgação da música portuguesa.

Dia 14 de Abril, 5a feira, pelas 21:30h, os Cosie Cherie estarão no
TCCafé, Teatro-Cine de Torres Vedras, no âmbito do ciclo de tertúlias
“Palavras e Coisas”. Este ciclo pretende promover um espaço de reflexão e
de diálogo informal entre artistas, criativos, agentes culturais e
público. Palavras e Coisas destaca-se por privilegiar um ambiente de
conversa descontraída e um momento de partilha de experiências ao som de
boa música.
Uma co-produção Teatro-Cine de Torres Vedras com a Estufa - Plataforma
Cultural.

Esta semana, os Cosie Cherie lançaram também o seu primeiro vídeoclip para
o single do EP - Traveling. Este vídeoclip foi lançado em exclusivo pela
Antena 3 e está disponível no seguinte link: www.rtp.pt/antena3


Mais informação:

Cosie Cherie
Myspace - www.myspace.com/cosiecherie
Website - www.cosiecherie.com – Website da banda onde está disponível o EP
de estreia para download gratuito.

RUC – Festival Santos da Casa
1 de Abril, Sala Arte à Parte, 22:00h
http://ruc.pt

Teatro-Cine Torres Vedras:
14 de Abril, TCCafé, 21:30h
www.cm-tvedras.pt/teatro-cine

Os Irmãos Catita - concerto desenrasca e enfrasca - sáb. 9 abril na Comuna!